Depois de ser indicado finalista do Prêmio Sharp na categoria revelação, Ricardo Mansur se junta com Fabricio de Souza(Emilio Santiago, Claudio Zoli, Sandra de Sá) e Wallace Santos (Sandra de Sá, Claudio Zoli, Pe. Fábio de Mello) e forma o Mansur Samba Trio. Navegue no blog e confira a entrevista de pré-lançamento do DVD - Mansur Samba Trio ao vivo no Teatro Municipal de Niterói - 2008.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Release Mansur Samba Trio

Mansur Samba Trio

“Musicalmente falando eu admiro o samba”

Essa frase, que é na verdade o primeiro verso de um samba do sambista/compositor, cantor, flautista e estivador Cláudio Camunguelo, resume a proposta desse grupo formado em 2008, Mansur Samba Trio.

Ricardo Mansur, Fabricio de Souza e Wallace Santos são nascidos e criados na região de Niterói e São Gonçalo, que faz parte do espaço urbano chamado Grande Rio, são essencialmente músicos, já tocaram e se aventuraram por estilos musicais diversos, por força da profissão.

Ricardo Mansur em seu CD de estréia “Terra de Índio” foi finalista do prêmio Sharp na categoria revelação, Fabricio de Souza acompanhou Emilio Santiago e Claudio Zoli durante 10 anos, Walace Santos é membro da banda de Sandra de Sá e também acompanhou Zoli. Enfim, são músicos experientes.

Mansur, Fabricio e Wallace não são sambistas, mas nutrem profundo respeito por esses artistas que realmente fazem jus a essa alcunha, os “velhos malandros maneiros” cantados no samba de Zé Luiz do Império e Nei Lopes.

Eles podem ser chamados “sambeiros” parafraseando Benito di Paula que se entitula dessa forma. Eles chegaram ao samba através da música, por reconhecerem no samba a sofisticação musical da síncope e seus desdobramentos, por reconhecerem que o samba é a música que representa a essência musical brasileira e por sentirem no samba a possibilidade de fruição artística natural.

Pela experiência variada do grupo há sempre alguma mistura, uma pegada funk aqui, uma pitada de jazz ali, uma levada afro acolá, uma balada brasileira, poderíamos dizer que fazem um samba com verniz de MPB. Nenhum deles foi criado musicalmente a partir de uma escola de samba, mas todos eles foram criados musicalmente “na rua”, “no baile”, no ofício da profissão.

O repertório do grupo se delineou a partir das composições de Ricardo Mansur, que têm sido gravadas por alguns intérpretes da nova geração de sambistas como o grupo Batuque na Cozinha que gravou “Wilson Divisão” (Ricardo Mansur/Ricardo Moreno) interpretada com maestria pelo genial Wilson da Neves e também o grupo Balaio Carioca que gravou “Santa Teresa” (Ricardo Mansur) e “São Jorge” (Ricardo Mansur).

A temática das letras é basicamente do cotidiano atemporal: personagens, situações e visões gerais do espaço onde se vive. Visão dos mundos que estamos inseridos. Crônicas das personagens desses mundos. Letras que transitam do bom humor cotidiano à poesia fina e contundente.

Nenhum conceito criado a partir de rótulos será suficiente para entender a música do grupo. Em última instância, falar de música é uma tarefa inglória e impossível como diria o maestro Tom Jobim. Mas pode se dizer que o som da banda é forte e autêntico.

Senhoras e senhores, escutem o Mansur Samba Trio e façam seu próprio juízo. Vale a pena!

Eles têm algo a dizer através da arte, vieram para ficar e “musicalmente falando" admiram o samba e a música brasileira com o coração.

Décio Canhoto
maestro, etnomusicólogo e percussionista

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